Artigo publicado em 30 set 2018 | Este artigo tem 0 Comentário

INTRODUÇÃO

Este artigo aborda a ética da psicanálise que é transmitida antes de tudo a partir da experiência intensiva do psicanalista, principalmente por meio da investigação da expressão do sujeito.

“O desejo da psicanálise não é o mesmo desejo dos orientadores de comportamento.
O inconsciente da psicanálise não é o mesmo inconsciente das práticas psicológicas.
O recalque da psicanálise não é o mesmo recalque da inveja cotidiana.
A escuta da psicanálise não é a mesma escuta do gerenciador de conflitos.
O gozo da psicanálise não é o mesmo gozo do dicionário que consiste em prazer.
As palavras servem a um vocabulário os conceitos servem a uma ética”.

Estamos vivendo um tempo em que tudo tem que ser resolvido na velocidade do mundo digital, com isso muitas linhas de motivação e autoajuda foram surgindo, portanto, nada se compara a Psicanálise, que leva o sujeito a realidade de forma a não ludibriar o seu sintoma. Na realidade, se houvesse “cura” dos processos psíquicos, bem como os transtornos e síndromes estruturais, não haveria doenças psicossomáticas. Ademais, não se trata as estruturas: neurótica, psicótica e psicopática/perversa, com sessões de autoajuda e/ou motivacionais. Nessas sessões, supostamente, milagrosas o sintoma ficará latente, mas a causa não será tratada.

É necessário saber que o sujeito psicopata, por exemplo, se beneficia das sessões de terapia, pois lhe dá mais poder através do conhecimento adquirido em cursos e sessões de terapias breves. Nós, enquanto profissionais da condição humana – não podemos acreditar que vamos conseguir curar e/ou ajudar o sujeito de estrutura psicótica somente com sessões de terapia – pois, na psicose temos ramificações de transtornos diferentes, cito como exemplo, a esquizofrenia, mas temos outros transtornos que não, necessariamente, são tão visíveis como a esquizofrenia, por isso, é necessário o acompanhamento psiquiátrico. Isso não pode ser negligenciado.

No entanto, não podemos confundir, psicose com psicopatia. A primeira necessita de acompanhamento psiquiátrico e terapia – a segunda não têm cura! O psicopata é 0% emoção e 100% razão. Ou seja, é frio e calculista. Tudo o que faz é premeditado. E não sente culpa ou remorso algum! E ao contrário do que se pensa são seres sociáveis. O psicopata tem uma lábia que os neuróticos não conseguem ter. Na estrutura neurótica – os seres sociáveis – ou seja, o sujeito que obedece e internaliza às leis – que ao contrário do psicopata – sente culpa e remorso, quando em crise precisa, também, de acompanhamento psiquiátrico e terapia.

CONCLUSÃO

Por tudo isso, ao implicarmos o desejo do sujeito no processo de tratamento, ocorre a transferência, o que daí resulta o fato de predestinar-se, a rememorar as fases vividas e que nem sempre estão a nível consciente, por isso mesmo, à destituição – destituição essa assinalada como efeito indelével da política da falta-a-ser levada a sério. Assim, devemos nos atentar para as ofertas das instituições do comportamento que leva o sujeito a crer na “cura” midiática. Para tanto, este assunto não se encerra por aqui, deixaremos em aberto para uma possível discursão em um próximo artigo.

 

Referências

Autora Luzziane Soprani

Flávia Albuquerque – Ponto Lacaniano

Artigo publicado em 31 ago 2018 | Este artigo tem 0 Comentário

O presente artigo tem por objetivo abordar o autismo. O autismo requer orientar-se sobre o corpo e a língua, mas para as finalidades deste artigo ficou centralizado apenas no corpo, em função da proposta do VI Enapol. Em psicanálise, o corpo é algo a construir, e Lacan [1] expressa o uso do verbo “ter”: tem-se um corpo, mas não se é um corpo em nenhum grau. Tal afirmação leva a argumentar porque não há atribuição de um corpo no autismo.

Algo distingue à primeira vista o corpo de um autista de outro corpo: o aspecto exterior ‒como o chama Heidegger‒ torna-se estático na aparência, sem um movimento orientável a determinado ato. O autista toma o corpo do outro, a mão do analista, e a dirige para seu objetivo, como encontrando nesse outro corpo a força vital que ele não tem.

Desde Freud os fenômenos de corpo mostram que a pulsão não está domesticada. A pulsão tem um pé no corpo; perspectiva que se amplia quando Lacan faz da pulsão um movimento de apelo a algo no Outro, o objeto a. A pulsão representa um circuito, apoiada sobre uma borda constante e faz um giro, contornando o objeto a. Ele, como vazio topológico, é o furo necessário para fechar o circuito da pulsão.

No relacional o autista não acede ao Outro na trajetória circular da pulsão, o objeto a permanece no campo do sujeito, como efeito, sua economia própria apresenta um funcionamento autista. Nesta instância do ensino de Lacan, o autismo é explicado como foraclusão da falta. Miller chama de fenômenos psicóticos do corpo quando a pulsão emerge no real e atravessa o corpo; assim, propõe reconhecer nos fenômenos de corpo a pulsão que passou ao real. [2]

No Seminário De um Outro ao outro, o objeto a resta completude ao Outro. E neste objeto a, que tem a substância de furo, as peças desprendidas do corpo se moldam a essa ausência, esclarece Miller. [3] O objeto a impõe uma estrutura topológica ao Outro, é um furo que possui bordas. E atrai, condensa e captura esse gozo informe. No autista o gozo informe não é capturado por esse furo com borda que
daria forma ao gozo, que está em qualquer parte pela ausência desse objeto condensador de gozo. Esse espaço vazio, no qual os fragmentos de corpo poderiam se situar, está foracluído.

Eis ai que, no espaço em que ele vive seu corpo, não há diferenças entre o dentro e o fora, ambos se apresentam sem uma interrupção espacial. O objeto não é êxtimo, é um sujeito que se constitui de pura superfície, uma banda de Moebius sem furos. O espaço tem a propriedade –cito Laurent– de que um objeto visto a 300 metros de distância e outro, que a criança leva na mão, sejam um e o mesmo. Não tendo a noção de distância, o sujeito tenta agarrar o objeto da rua através da janela. Alteradas as coordenadas espaço-temporais, o sujeito se bate ao passar por um lugar com obstáculos, como prova de que não pode manter-se a distância dos objetos, ele os confunde com seu corpo, e o que assegura essa função é o objeto a.

Em “A terceira”, Lacan assinala que não há estatuto simbólico da linguagem sem a incorporação do falo pelo corpo. O corpo autista encurralado reflete corporalmente a dificuldade para sustentar uma postura ereta: há ausência de copulação do falo com o corpo e a linguagem. No autista há foraclusão do falo, intermediário entre a linguagem e o gozo do corpo, não há investidura libidinal, seu gozo não obedece ao regime da castração.

No nó borromeano, imaginário, simbólico e real incluem o falo, e os três na dimensão de seu furo como real. O último ensino de Lacan dá conta do furo [4], trata-se de dar existência, pelo efeito de furo, ao puro não há. A primazia do Um é o gozo “próprio”, antes o objeto a era um pressentimento disto, forjado por Lacan na experiência analítica como gozo pulsional, exterior ao fálico. Miller esclarece que é um
gozo não edípico. Surge no autista a dimensão de um gozo do corpo que escapa ao seu domínio, indócil ao significante ao qual rechaça.

No que constitui a raiz do autismo, uma hipótese é baseada no primeiro ensino como a foraclusão da falta e a outra quesupõe ‒como a enunciou Laurent‒ a foraclusão do furo. No primeiro caso, a falta se situa no nível do ser. O furo, em contrapartida, está no nível do real. Assim é como, com Lacan, é possível avançar na abordagem de uma clínica do real no autismo: extrair as consequências desse Há o
 Um, fórmula que permite esclarecer como real essencial a iteração. [5] A sequência no tratamento seria, primeiro, uma abordagem enlaçada ao corpo, depois a admissão de S1, na tentativa de cingir uma topologia de bordas. Caso disponha deste recurso, que os S1 comandem o corpo, o autista poderá inventar um modo de se ligar a seu corpo.

BIBLIOGRAFIA
1. Lacan, J., O Seminário, Livro 23, O sinthoma, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2007.
2. Miller, J.-A., Embrollos del cuerpo, Paidós, Bs. As., 2012, p.116.
3. Miller, J.-A., Iluminações profanas, Curso da orientação lacaniana, aula de 23 de novembro de 2005, inédito.
4. Miller, J.-A., O Ser e o Um Uno, Curso da orientação lacaniana, aula de 2 de março de 2011, inédito.
5. Ibíd., aula de 18 de maio de 2011.
Traduzido por Elisa Monteiro

Artigo publicado em 28 jul 2018 | Este artigo tem 1 Comentário

INTRODUÇÃO

O presente artigo é uma releitura de um artigo deste blog: http://luzzianesoprani.com.br/site/uma-breve-abordagem-sobre-o-transtorno-de-estresse-pos-traumatico-tept/
No decorrer da vida, somos confrontados com situações, para as quais não estamos preparados. Muito embora, todos nós temos formas diferentes de reagir aos mais diversos acontecimentos, sejam de alegria, tristeza ou mesmo de terror, pois só quando nos deparamos com os obstáculos, é que verificamos como reagimos a esses acontecimentos que ficaram para sempre gravados na nossa história pessoal.

Lacan nos diz que o trauma é o encontro com o Real, o Real da morte, ambas as figuras do impossível. Do impossível de se representar, de fazer existir no simbólico, no mundo das representações, na realidade psíquica, ou seja, o encontro com o Real da castração.
Os estudos sobre o Transtorno de Estresse Pós-Trumáutico, ainda estão em fase inicial, pouco se sabe sobre o transtorno e a predisposição de cada indivíduo. Portanto, algumas pesquisas já indicam que, dentre as pessoas que sofreram um trauma severo, 10% a 50% podem desenvolver o TEPT, sendo as mulheres mais vulneráveis que os homens, bem como as crianças e os idosos.

DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO

Na Síndrome do Estresse Pós-Traumático o que acontece é uma experiência realmente dramática. A causa não é necessariamente decorrente do dano físico, mas proveniente da emoção e do susto sofrido. É como se ferisse a memória, um dano infringido.
As causas que levam ao trauma são diversas: sequestro, assalto, estupro, ameaças, atos de terror, perda de ente querido, etc.
– O momento fatídico fica impregnado de forma muito viva na memória, de modo a ser revivido constantemente com a mesma intensidade e igual sofrimento dos momentos vivenciados pela pessoa na ocorrência do evento. É uma forma de condicionamento tão intenso que o sofrimento volta mesmo sem que tenha vivido a mesma situação de fato. O Trauma pode chegar a ser incapacitante pois depois de ocorrer passa a interferir na nossa vida de forma direta e/ou indireta através dos nossos comportamentos e atitudes, limitando muitas vezes a nossa qualidade de vida e de relacionamentos, provocando um empobrecimento do nosso bem-estar e saúde emocional e mental.

DO TRAUMA

Podemos entender o trauma como uma experiência de natureza excepcionalmente ameaçadora ou catastrófica, que põe em risco a segurança ou integridade física do paciente ou da(s) pessoa(s) amada(s), p.ex.: catástrofe natural, acidente, assalto, sequestro, violação (ou outro crime), testemunhar a morte violenta de outros, ser vítima de tortura física ou emocional, sofrer mudança súbita e ameaçadora na posição social e/ou nas relações do indivíduo, tais como perdas múltiplas, etc.” ( Sirley Bittú) Mas para além dos casos denominados na definição indicada, qualquer acontecimento que tenha sido penoso e que de alguma forma nos incapacita de tomar decisões e de viver a nossa vida de forma livre de torturas psicológicas e/ou físicas, é também um trauma que deve ser tratado o mais cedo possível, livrando o sujeito de situações e dores psíquicas a longo prazo ou ainda, um somatório de comorbidade por toda uma vida.

DO TRATAMENTO

Diante a situação é necessário observar como a pessoa vai reagindo, sendo essencial que o indivíduo procure ajuda logo após o trauma. O tratamento deve ser feito com medicação antidepressiva ajudando a “aliviar” a memória, para o trauma não se tornar um ritual, um fantasma do sujeito, fixando sua posição de vida nos momentos sofridos.
Quando a pessoa vai para terapia muito tempo depois e o processo de rememorações já se estabeleceu, a conduta é a de uma terapia interpretativa mais longa com a finalidade de fortalecer a razão delas, além de medicação para aliviar o sintoma de modo a serem capazes de lidar melhor com as lembranças.

CONCLUSÃO

É importante que o médico e o terapeuta nunca percam de vista que o indivíduo adoecido não é simplesmente uma máquina a ser consertada, e que não existe um modelo fixo do que significa uma vida saudável. Cada um de nós é um somatório de corpo físico, mente, emoções, essência original e experiências singulares.
É necessário o apoio familiar e de amigos para que o indivíduo não se sinta desamparado e à mercê dos seus transtornos e angústias. É fundamental o encorajamento, mostrando que os desafios com os quais nos deparamos no decorrer da vida podem trazer mudanças significativas para um novo recomeço. O passado é lição para refletir, não para repetir.

REFERÊNCIAS

Stress Pós-Traumático, 01/2010, Carvalho, Filipa – psicóloga, com Especialidade em Intervenção Psicológica em Crise, emergência e Catástrofe
Mentes Ansiosas – O Medo e a Ansiedade Nossos de Cada Dia, Autor: Silva, Ana Beatriz Barbosa
Estresse e Modernidade, 08/2012, Flávio Gikovate

Artigo publicado em 30 jun 2018 | Este artigo tem 0 Comentário

INTRODUÇÃO

Distorções cognitivas são pensamentos exagerados e irracionais, identificados pela terapia cognitiva e suas variantes, que em teoria perpetuam alguns distúrbios psicológicos. A teoria de distorções cognitivas foi apresentada por David Burns em 1989,[1] depois de estudar e desenvolver pesquisas na área com o professor e psiquiatra estado-unidense Aaron T. Beck.[2] É dito que a eliminação dessas distorções cognitivas melhora o sentimento de bem-estar e desencoraja a ocorrência de doenças como depressão e ansiedade crônica. O processo de aquisição pelo paciente de técnicas para refutar as distorções cognitivas diagnosticadas é chamado de “reestruturação cognitiva”.

As DISTORÇÕES COGNITIVAS E/OU DISTORÇÕES DO PENSAMENTO são basicamente maneiras distorcidas de processar uma informação, portanto, são interpretações distorcidas do que nos acontece, criando diversas consequências negativas. Quando se sofre de depressão, por exemplo, tem-se uma visão da realidade na qual as distorções cognitivas exercem um papel principal (visão de túnel). Todos nós podemos utilizar algum tipo de distorção cognitiva. Saber detectá-las e analisá-las ajuda-nos a desenvolver atitudes mais realistas e, acima de tudo, mais funcionais.

Citaremos algumas das distorções cognitivas e exemplos de situações:

PERSONALIZAÇÃO

Quando nos sentimos 100% responsáveis pelos acontecimentos. Por exemplo, o filho da Laura fez uma prova e não passou. A Laura pensa de pronto ter fracassado na educação do seu filho, acredita ter falhado, porque se tivesse feito tudo como deveria, seu filho teria sido aprovado.

FILTRO MENTAL

Consiste em focarmo-nos nos aspectos negativos e ignorar o resto da informação. O negativo é filtrado e absorvido, enquanto o positivo é esquecido. Exemplo: A Laura preparou um jantar e convidou alguns amigos. O prato principal foi elogiado por quase todos os convidados, com à exceção do Pedro, que comentou que não gostava de um dos acompanhamentos do prato. Laura sente-se mal, pelo comentário do Pedro, e passa acreditar que não é uma boa anfitriã. Ela só absorveu o negativo, ignorando totalmente os aspectos positivos.
Este tipo de distorção também está presente quando acreditamos que se algo aconteceu uma vez, acontecerá em todas as outras vezes. Por exemplo: Quando o relacionamento de alguns anos termina, o sujeito tende a pensar: “não irei mais encontrar uma pessoa como ele (a)”, e/ou nunca mais encontrarei alguém que queira levar um relacionamento sério comigo”.

MAXIMIZAÇÃO E MINIMIZAÇÃO

Essa distorção cognitiva consiste em maximizar os nossos próprios erros e os acertos dos outros, e minimizar os próprios acertos e os erros dos outros. “Não importa quantas coisas fiz corretamente no passado, elas não têm importância. O que importa agora é que cometi um erro gravíssimo.”

PENSAMENTO DICOTÔMICO

Consiste na extrema valorização dos acontecimentos, sem levar em conta os aspectos intermediários. Classificar as coisas como brancas ou pretas, verdadeiras e/ou falsas. Por exemplo: “Se este trabalho não ficar perfeito, o meu esforço não terá valido para nada”, e/ou quando uma pessoa não encontra emprego e pensa “sou completamente inútil!”.

CATASTROFIZAÇÃO

Ocorre quando prevemos o futuro negativamente sem considerar outros resultados mais prováveis. Exemplo: “O meu filho ainda não chegou, deve ter acontecido alguma coisa horrível. Vou esperar um pouco, mas não vou conseguir dormir.” Outros exemplos: “O meu namorado não atende o celular, pode estar com outra”.

GENERALIZAÇÃO

Ocorre quando generalizamos de um caso, para todos os casos, mesmo que seja apenas ligeiramente idêntico. Se uma vez foi verdade, será sempre assim: “comigo nada de bom acontece”; “Nunca vou me casar”; “Eu nunca termino o que começo”; “Eu jamais vou conseguir deixar de fumar”; “Não dormi bem ontem, a minha insônia vai durar para sempre” e/ou “Nunca vou conseguir ter uma carreira brilhante, como desejo”.

RACIOCÍNIO EMOCIONAL

Refere-se à suposição de que as nossas emoções refletem as coisas como elas são. É acreditar que o que sentimos no momento é o correto e verdadeiro. “Estou me sentindo um incompetente, logo sou totalmente incompetente!” e/ou “Eu sinto que é assim, consequentemente, isso tem que ser verdade”.

AFIRMAÇÕES DE COMO OS ACONTECIMENTOS DEVERIAM ACONTECER

São crenças rígidas e inflexíveis de como nós e/ou os demais deveriam ser. As exigências concentradas em nós próprios favorecem a autocrítica, enquanto as dirigidas aos outros favorecem a raiva, a ira e a agressividade. Alguns exemplos podem ser: “Deveria ter dado mais atenção ao meu marido, assim ele não me teria deixado”, “Não devo cometer erros”, “Os outros devem-se portar bem comigo” e/ou “Preciso gostar de todos.”

LEITURA DA MENTE

Consiste em afirmar que determinadas suposições são certas, mesmo que não exista nenhuma evidência que a comprove. Acreditar que se sabe o que os outros pensam e o motivo de se comportarem como se comportam. “O que ele quer é deixar-me nervoso!”, “O que ele quer é rir-se de mim!”, “Eles sentem pena de mim!” e/ou “Ela só está comigo por dinheiro!”

PREMONIÇÃO DO FUTURO

Consiste em afirmar que determinadas suposições são certas, mesmo que não exista nenhuma evidência para as comprovar, é esperar que nada dê certo, sem sequer permitir a possibilidade de que seja razoável e/ou positiva. “Tenho certeza de que vou reprovar.”, “Ninguém me dará atenção na festa”.

ROTULAGEM

Utilizar rótulos pejorativos para nos descrevermos, ao invés de descrever os nossos atos e qualidades com objetividade e exatidão. Por exemplo: “Sou um inútil!” ao invés de “Cometi um erro, mas nem sempre faço isso.”

VITIMIZAÇÃO

A pessoa tende a se sentir vítima e não responsável pelas suas escolhas. Percebe-se sem sorte ao invés de perceber que “Quem faz para si faz!” e que ela mesma é o “comandante do seu navio”, o “diretor da sua novela.” Por exemplo, tende a culpar os outros por sua má sorte no trabalho ou no amor.

CONCLUSÃO

À auto-análise, que poderá vir acompanhada da psicoterapia é uma maneira do sujeito se questionar quanto às suas convicções, bem como a sua maneira de levar a vida. E se a partir de agora, começarmos a estar mais atentos? Agora, que já as reconhecemos, podemos questioná-las. Assim, poderá ser mais fácil procurarmos alternativas que façam mais sentido e que nos sejam mais benéficas.

REFERÊNCIAS

Beck, A. T. (1979). Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. New York: Meridian.
Rodrigues, Joana De São João. (2017). Psicóloga Membro Associado da Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva
Distorção Cognitiva – Wikipedia, a enciclopédia livre

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