Artigo publicado em 24 set 2012 | Este artigo tem 14 Comentários

“A máscara que usamos no Facebook é a mesma que usamos na vida”, diz Calligaris.
Contardo Calligaris (Milão, 1948) é um psicanalista italiano radicado no Brasil. É colunista da Folha de S. Paulo.

O psicanalista Contardo Calligaris afirmou, em palestra no InfoTrends, que não acredita que as mídias sociais tenham inventado um novo tipo de relação social ou mesmo a subjetividade nos relacionamentos.

Para Calligaris, as novas tecnologias ainda precisam produzir mudanças objetivas na sociedade para marcarem um novo tipo de relação. “O Facebook facilita a maneira de se relacionar, mas que já era a maneira de ser própria da modernidade ocidental desde o início do século 20”, afirmou.

O psicanalista acrescenta que as críticas às relações virtuais são muito questionáveis, pois mesmo os relacionamentos amorosos ou conversas em uma mesa de bar sempre foram virtuais. “As pessoas não se apaixonam por pessoas reais, desejamos uma fantasia criada por nós mesmos. Aproveitamos a presença do outro para tirar proveito dessa fantasia”, explica. “O amor sempre foi um baile de máscaras e quando essas máscaras caem nós estranhamos o resultado”.

Segundo Calligaris, o Facebook e as redes sociais instituíram um tipo de comportamento típico das sociedades narcisistas, uma maneira de se relacionar na qual a pessoa só existe sob o olhar dos outros. “No passado éramos a herança de nossas origens e só a partir do século 19 a questão de saber quem somos depende do olhar dos outros: os outros veem em mim quem eu sou”, disse. “Com isso ganhamos mais liberdade, deixamos de ser escravos do que foram nossos antepassados”, lembrou.

Para o psicanalista, no entanto, essa “liberdade” tornou-se um novo tipo de escravidão. “As pessoas passaram a demonstrar uma enorme necessidade de serem notadas e buscam sempre a aprovação do outro”, disse. Segundo Calligaris, o Facebook expressa muito bem essa característica da sociedade atual. “Não devemos ser nostálgicos e imaginar uma sociedade diferente.”

O psicanalista comparou as redes sociais com a imagem da perfeição. “É o mundo da margarina”, diz. Para Calligaris, as pessoas no Facebook têm uma enorme necessidade de demonstrar que são felizes. “Assim se mostram também como vencedores. Basta ver as fotos. É difícil ver alguém que não está sorrindo”.

De acordo com Calligaris, essa ideia de felicidade é muito recente na história. Uma pesquisa de 2011 diz que existe uma relação clara entre valorizar e conseguir. Se você valoriza a possibilidade de ser dono de sua moradia, este é o primeiro passo para conseguir. Mas existe uma exceção paradoxal.

“Quanto mais você valoriza a felicidade, mais infeliz você vai ser. Aparentemente a felicidade é o único caso em que a valorização não produz a facilitação”, explicou. “A ideia de manter a máscara da felicidade não veio com o Facebook, mas certamente as mídias sociais herdaram essa tradição.”

No entendimento do psicanalista, a procura instantânea pela felicidade não existe e não passa de uma ideia de marketing que começou no século 20. Ele acredita que as pessoas desejam ter uma vida interessante, com experiências intensas e mesmo desagradáveis. “A ideia de que a felicidade é programada, aos meus olhos, é uma ideia fajuta.”

“Se por um lado há um esforço para parecer sorridente, quando começamos a dialogar com alguém e achamos essa relação interessante, então paramos de tentar manter essa máscara de felicidade, pois temos a impressão de que alguma coisa poderá ser trocada com aquela pessoa”,diz.

“Os críticos dizem assim: vocês ficam em casa postando enquanto poderiam sair e encontrar pessoas reais. Mas isso realmente acontece sempre? Toda vez que você sai rola uma integração com as pessoas no bar? Isso não existe. Não nos apaixonamos ou conhecemos pessoas interessantes todo dia. É uma hipervalorização desta ideia”, critica.

Para o psicanalista, as relações já eram assim antes do computador e nada mudou após isso. “Se você tem dois bons amigos, então você é uma pessoa bastante sortuda”, afirma. Segundo Calligaris, nós somos quem nós conseguimos ser aos olhos dos outros e, enquanto trabalhamos em nossas páginas de perfil, significa que também trabalhamos nossa composição como pessoa.

“Não tem sentido viver na sociedade contemporânea sem pensar quem você é para os outros. O Facebook é um efeito disso. A competição às vezes custa um tempo e pode ser terapêutica”.

Texto: Monica Campi (Info Online).

Concordo com o pensamento do psicanalista.
Calligaris: esclarece a verdade sobre a máscara e/ou as máscaras que usamos no mundo virtual. Acreditando que às pessoas que estão na virtualidade não são diferentes no mundo real. Esse raciocínio nos leva a crer que, as pessoas são no virtual o que na verdade são em essência. No tete a tete até conseguem frear mais seus impulsos, entretanto, as máscaras não se sustentam por muito tempo. O próprio inconsciente não nos deixa levar uma mentira tão longe, a verdade caí do inconsciente que é atemporal, não conseguimos ser conscientes por todo o tempo.

Todo mundo sempre diz que prefere ouvir a verdade independente do quão ruim ela seja, aliás, todos acham que por pior que seja a verdade ela sempre será menos pior do que uma dolorosa mentira. Certo? Não sei. A verdade é que todos dizem que preferem a verdade, mas na verdade convivem bem melhor com a ideia de uma felicidade idealizada e ilusória.

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Artigo publicado em 31 ago 2012 | Este artigo tem 20 Comentários

“(…) nunca nos achamos tão indefesos contra o sofrimento como quando amamos, nunca tão desamparadamente infelizes como quando perdemos o nosso objeto amado ou o seu amor. Isso, porém, não líquida a técnica de viver baseada no valor do amor como um meio de obter felicidade”. Sigmund Freud (1856 – 1939). “O Mal Estar na Civilização”.

Todos nós dependemos de alguma maneira do outro e vice-versa. E, quando vivemos uma relação amorosa, nossas vidas se convertem em laços, há intimidades e prazeres exclusivos dos parceiros de realizar coisas juntos.

A presença de um no pensamento do outro é frequente. Na dose certa, essa ligação é normal sendo considerada bastante saudável para o relacionamento. Porém, as experiências nos dão pistas que só haverá admiração entre o casal se ambos respeitarem as suas subjetividades. Seja no trabalho, nas amizades, etc.

Mas, nem todos os parceiros acertam na dosagem, e em alguns casos, a dependência de um chega a beirar a sujeição em relação ao outro. O que às vezes leva a essa situação é a ilusão que algumas pessoas têm de obter a completude absoluta junto do companheiro. Tornando-se impossível.

É claro que seria injusto definir uma pessoa somente por seu lado amoroso. Freud estimava que somente 20% tinham sorte no amor. Uma das razões é que há problemas que só descobrimos quando nos damos à oportunidade de nos vincular afetivamente. A relação amorosa põe à prova não só nosso nível de maturidade emocional como nossa sanidade. Se há dúvidas que “LOUCOS” também amam, devemos nos lembrar de todas as coisas “anormais” cometidas por “amor”. Na realidade, “amor e loucura” andam lado a lado e fazem uma parceria de alto risco. Entretanto, só a razão e o bom senso é que impedem o rompimento dessa fronteira, levando os problemas do casal a extremos insustentáveis.

Um desses problemas é justamente a excessiva dependência. O amor se torna uma espécie de veneno no qual as pessoas se tornam dependentes, passa a ser medicamento para combater: inseguranças, incertezas e ambivalências naturais da relação e também uma fórmula para curar a angústia da existência. Nossa! É desgastante demais para o amor. Já analisado o problema encontrou um diagnóstico: AMOR PATOLÓGICO. O que Freud, já havia descrito o “tipo erótico”: aquele que vive para o amor e cujo principal temor é perdê-lo. Mas, é quase impossível mantê-lo, dentro desse contexto desenfreado. “Levando esse perfil ao vício da busca”.

Será mesmo que à mulher é mais dependente que o homem? Há controvérsias sobre esta afirmação. Na verdade, são as mulheres que se expõem, expressam mais à sua fragilidade e são mais corajosas quando amam, pois deixam tudo para viver ao lado do companheiro. No que tange ao (“sexo forte”), a dependência é camuflada, com seus mecanismos de defesa, ou seja, por atitude defensiva contrária, ou ficando escondida sob a forma de ciúme possessivo – convertido em subjugação da mulher. Quanto mais o homem é dependente e frágil de suas emoções, no que ele não consegue dominar em si mesmo, mais precisa oprimir a parceira. Um dos grandes riscos nesses casos é o de a fome juntar-se com a vontade de comer. O que acontece é que uma das partes acaba se submetendo aos desejos e fantasias do outro, e este oprime como se tudo fosse normal.

Nessas situações há uma curiosa associação entre o estar amando e a fragilidade emocional. O condicionamento de traços infantis, de dependência e os fantasmas presentes na vida adulta direcionam a maneira de amar. Assim sendo, a dependência na relação amorosa tem efeitos colaterais. Qualquer distância ou indiferença do parceiro dispara forte angústia. A pessoa perde o brilho pessoal e pode terminar sendo percebida como insuportável. Ainda há o perigo de ser explorado (a). Quando se vive só para o parceiro (a), deixa-se de lado, tudo aquilo que causa prazer… Não se desfruta mais da vida e carrega o relacionamento com expectativas exageradas e frustrações, colocando-a em risco de desgaste. Não é uma situação confortável e, desse estado, o que acontece é uma baixa autoestima, só sendo possível enfrentar na maioria das vezes: com terapia, aliada à fé e à força de vontade de seguir adiante.

Artigo publicado em 30 jul 2012 | Este artigo tem 8 Comentários

A relação entre homem e mulher é aquela em que as pessoas depositam as suas maiores esperanças. Por isso, talvez seja nela que mais se sentem solitários-fracassados-impotentes. Se o casal estiver bem, os impasses serão menos impactantes e mais administráveis. Mas, se estiver mal, em vez de entender que por vezes o dilema da relação se trata de um problema do casal, é “inevitável”, que o mais suscetível vai culpar o outro, por todas as dificuldades que podem ocorrer, pelas mágoas e distanciamentos – um dos parceiros vai se fechando, sentindo-se só e acaba deixando o outro igualmente sozinho. Vale lembrar a música de Los Hermanos – O Vencedor – “Quem sempre quer a vitória, perde a glória de chorar”.

No fundo, todos sabem que há uma razoável cota de idealização e ilusão no amor, o que seria incompatível com ver a cara-metade espatifada no chão. Na verdade, é contraditório com a essência do amor real. Claro que ninguém aprecia viver com quem só coleciona insucessos – nesse caso, há algo patológico a ser verificado. Perder carrega um leque de significações terríveis. A derrota provoca um estrondo emocional na alma porque derruba a crença de que o indivíduo é infalível, de que é capaz de saber tudo. O fracasso é o real contra o qual se choca nosso desejo de invencibilidade. Mas, aqui entre nós, quem algum dia não sentiu o amargor de uma derrota? É na intimidade de uma relação amorosa que se encontra o melhor cenário para acolher e consolar a dor nessa hora – diante os desafios da vida que segue em frente. Sentir-se compreendido pelo parceiro traz bem-estar e alivia “os insucessos”. Aprender a participar da dor, da “loucura” e da ansiedade do outro sem entrar na mesma angústia também ajuda bastante. Para isso, pequenos comportamentos são fundamentais, como ouvir o que o outro diz, interessar-se por assuntos que o outro gosta, prestar atenção na forma como se expressa, sobretudo, respeitar a subjetividade do parceiro. É preciso deixar claro, que o texto não se propõe a indicar fórmulas de como obter sucesso nas conquistas amorosas. Não há como ditar fórmulas em relacionamentos, nem garantias e padrões de comportamentos no amor, nunca houve.

Os casais que vivem o problema têm a oportunidade de ver sua relação de forma generosa. E até tirar proveito das más situações. O curioso é que pessoas que obtiveram muito sucesso na vida com frequência ressaltam o valor das derrotas. Aliás, pessoas que percebem/reconhecem suas falhas, têm mais oportunidades de evitar erros em relações futuras. Mas é preciso saber extrair lições da derrota, assim, como colocou Friederich Nietzsche: “aquilo que não mata, fortalece”.

A mesma paciência e esperança devem se aplicar à relação do casal: é impossível ser vitorioso o tempo todo. Quem disser o contrário, está blefando. Há momentos em que os parceiros não se entendem, desanimam e têm vontade de desistir diante dos impasses da convivência. O fracasso às vezes é definitivo, porém, não raro, não passa de um momento difícil que pode ser superado, caso haja amor e não se tenha uma visão idealizada e perfeita do que é um convívio, porque, na realidade, o que ocorre nem sempre é um fracasso, mas apenas a frustração resultante de uma expectativa exagerada de sucesso. Afinal, somos humanos e finitos: não podemos triunfar o tempo todo.

O Filme: E Aí, Comeu? Comédia brasileira que retrata os relacionamentos. São três amigos de infância que vivem conflitos nos relacionamentos. Falam sobre seus dilemas e suas experiências no convívio com o sexo oposto. Regado a bebidas, seus contos e suas histórias, relatados numa mesa de um bar. Uma maneira lúdica de ver as vivências nos relacionamentos. Enfim, no fundo todos estão em busca do amor.
Com os atores e atrizes: Bruno Mazzeo, Marcos Palmeira, Emílio Orciollo Netto, Seu Jorge, Dira Paes, Tainá Müller – e os demais que fazem parte do elenco.

Artigo publicado em 10 jul 2012 | Este artigo tem 10 Comentários

INTRODUÇÃO

“O narcisismo, conceito psicanalítico cujo nome Freud tomou de empréstimo ao mito grego de Narciso, um jovem de beleza tal que se comparava a um deus. Enamorou-se de sua própria imagem espelhada na superfície de um lago. Por isso, repudiou o amor da ninfa Eco e foi punido com a condenação de apaixonar-se apenas pela sua imagem refletida no rio. Sem alcançar o seu ideal, afogou-se nas águas ao tentar atingir o reflexo. O mito ficou associado, em nossa cultura, à ideia de vaidade que, dentre os sete pecados capitais é o mais grave, pois  todos os outros derivariam deste. O narcisismo está vinculada à questão da imagem e esta, por sua vez, à noção de identidade”.

Narcisista: os mestres da negação.

Narcisistas são pessoas perdidas em si mesmas. Não se trata de se acharem lindos apenas. Ser lindo e bonito é apenas uma parte do processo patológico desses indivíduos. O narcisista é um sujeito que recria o mundo a partir de si próprio. Crê que pode bastar-se sozinho e, não precisa de ninguém, não ouve ninguém e, tudo o que pensa e diz, é o que importa. O narcisista é o único e todo-poderoso pelo corpo e pela alma. Mesmo quando algo vai mal, o narcisista não pode dar-se por vencido. O narcisista é aquele tipo de pessoa a quem se dá amor de forma irrestrita, mas ele nunca se sacia e acaba sempre por dar a impressão de que não se tem amor para dar ou não se sabe dar amor. Mas como o termômetro de sucesso é sempre a opinião dos outros, também está enquadrado como portador deste transtorno o (Eterno Insatisfeito), aquele que não consegue ficar contente com suas conquistas, ou melhor, precisa de desafios e está sempre em busca de metas inalcançáveis. Eles esperam ser sempre adulados e ficam desconcertados ou furiosos quando isto não ocorre da maneira como desejam.

As Redes Sociais e Sites de Relacionamentos aguçam o Narcisismo Patológico. “Todo mundo quer ser apreciado”.

As redes sociais e sites de relacionamentos de um modo geral, “seja: Facebook, Twitter, Orkut e os mais variados sites de relacionamentos são ferramentas para o individualismo – instigando o desenvolvimento da personalidade narcísica”. Essa influência vem da televisão, internet e aguçam os transtornos psíquicos. Todos esses meios são terrenos férteis para instigar as pessoas a mostrarem seus sucessos e seus fracassos.

Por exemplo, um dos sites mais acessados, “o Facebook vem sendo alvo de pesquisas e estudos: pesquisadores vincularam o número de atividades no Facebook com a possibilidade do usuário ser um narcisista “socialmente disruptivo”. Comportamentos narcisistas podem ser detectados em pessoas que se autopromovem no Facebook. O primeiro, chamado “exibição grandiosa”, fala sobre pessoas que amam ser o centro das atenções. O outro envolve o quão longe alguém é capaz de ir para conseguir a atenção que supostamente acha que merece incluindo gastos exagerados em festas e viagens apenas para serem admirados ou “curtidos”. Não há uma base de quantos amigos uma pessoa tem ou o quanto ela atualiza o status para qualificar uma tendência narcisista”, afirmou Chris Carpenter, um dos responsáveis pelo estudo na Universidade Western Illinois, nos Estados Unidos.

Confronta-se os extremos: o usuário que sempre publica sua invejável felicidade e o outro internauta que só divulga comentários negativos e de autopiedade – ambos podem fazer desta Rede Social uma ferramenta para aguçar esse transtorno de personalidade cada vez mais presente na vida real. E ainda que sirva de indícios para a influência do narcisismo nos usuários, reconhecer a patologia não é tão simples.

Nos Sites de Relacionamentos, aqueles que buscam um parceiro não têm o controle e a permanência das relações, pois todos são vítimas e ao mesmo tempo desejantes de um consumismo sem fronteiras. O ponto chave nunca é colocado no centro da questão, que é a brutal ansiedade em que vivemos. Há muitos casos que visa apenas à ostentação em todos os aspectos. A “Posse” ou o “Ter” (o deus supremo).  Não generalizando; apenas ressaltando a extrema dificuldade das pessoas em nossos dias em manter um relacionamento sólido. Com tanta oferta nas vitrines virtuais, as relações acabam se tornando de altíssima liquidez. Se fôssemos mais honestos desde o início, a realidade seria menos (vaidade, narcisismo, ostentação); talvez mais pessoas pudessem ter alguma chance de um relacionamento verdadeiramente leal e sólido. Aliás, ninguém sabe lidar com o dilema da solidão versus má companhia e/ou insatisfação. No entanto, ao sair da virtualidade, raramente existe uma verdadeira conquista, sobretudo porque se acredita que o objeto desejado já foi conquistado no mundo virtual. Enfim, muitas dessas relações acabam como o mito de Narciso.

 Narcisista: Amor próprio ou impróprio?

O narcisista tem uma péssima impressão a seu respeito, mas esta ideia está longe da consciência. As pessoas que têm esse distúrbio carregam na sua história pessoal a dor de não terem se sentido adequadamente amadas quando crianças e, a partir disso, desenvolvem uma frieza emocional nos relacionamentos interpessoais. Isso acontece como um mecanismo de defesa para nunca mais sentir a decepção que experimentaram quando crianças. Isso implica dizer que na realidade, os pais foram maus, falharam com ele. E ele acredita que foi impotente para conseguir fazer-se amar. Seu estado narcísico é uma defesa contra sua dor primeira (a infância). É por isso que o narcisista não suporta ser contrariado e nem aceita que lhe digam que tem defeitos. O defeito está sempre nos outros, mas nunca nele. Como todo ditador que se preze, o narcisista é alguém que precisa de público, daqueles que o admirem de forma incondicional e irrestrita. É um dependente.

CONCLUSÃO

A busca por ajuda terapêutica se faz necessária. O processo psicoterapêutico levado a sério junto a um um profissional experiente e capacitado, ajuda esses indivíduos a encontrar a busca da realidade no contexto dessas fantasias e desajustes.

O Filme: “O Diabo Veste Prada”, ilustra a personalidade de uma narcisista em potencial. A personagem principal, Miranda (é interpretada pela atriz Meryl Streep), e constitui um bom exemplo de uma pessoa que é vítima do Transtorno de Personalidade Narcisista.

Autora: Luzziane Soprani

 

 

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