Artigo publicado em 29 jun 2015 | Este artigo tem 0 Comentário

 imageNada é mais temível do que dizer algo que possa ser verdadeiro. Pois logo se transformaria nisso, se o fosse, e Deus sabe o que acontece quando alguma coisa, por ser verdadeira, já não pode recair na dúvida.(LACAN, 1958: 622)

Quem fala a verdade? Quem é o personagem encarregado de dizer a verdade? De quem se espera a verdade? Qual a importância de a verdade ser dita, e qual a importância de existir alguém que diga a verdade?

O inconsciente é o discurso do Outro… Esse outro é o Outro invocado até mesmo por minha mentira como aval da verdade em que ela subsiste. Nisso se observa que é com o aparecimento da linguagem que emerge a dimensão da verdade. (LACAN, 1957: 529)

O ser verdadeiro tem a boa intenção de falar ao outro de maneira que ele possa compor uma relação independente – independente e satisfatória consigo mesmo. Percebe-se que, àquele a quem se fala acaba não precisando mais ouvir e/ou interpelar o mesmo discurso, porque ele foi verdadeiro. Quando um discurso verdadeiro é transmitido, é possível interiorizar-lo, subjetivando-o – dispensando indagações com o outro. A verdade garante a autonomia daquele que ouviu as palavras em relação àquele que as pronunciou.

Quando se fala a verdade, o perigo vem do fato de que a verdade dita possa golpear tanto o emissor quanto o receptor; é uma forma suscetível, de uma condição em que aquele que fala está em posição de desvantagem diante do receptor, porque, aquele que fala/emissor pode ser interpretado de várias maneiras. Também é uma maneira de dizer a sua verdade, mas em seguida corrigir o dito quando fere aquele que ouve/receptor. O poder de falar a verdade, leva o emissor a correr riscos de ser contestado ou abandonado pelo(s) seus ouvinte(s). Perdendo assim, toda credibilidade daquele(s) que ouve.

A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua, toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio! Rubem Alves.

Os dizeres são silenciosos, até serem expressados, até serem acreditados. O dizer verdadeiro de alguém que crê no que diz e ousa dizê-lo, põe a prova de algum modo, a contrapartida do dizer e da verdade do outro. Pois, a palavra proferida é tal como a oportunidade perdida, não volta atrás.

Por fim, é necessário dizer que a glória não está em ser o dono da verdade -, mas sim, na forma como nos colocamos e defendemos nosso ponto de vista – devemos ser altivos de nós mesmos e não ter receio de ver a verdadeira realidade que nos rodeia. E não ter medo de perceber que podemos errar, mas também ter a humildade, a sensatez de nos assumir, mesmo que seja apenas para nós mesmos. Mesmo diante da hipocrisia da humanidade, vale a pena ser verdadeiro.

Artigo publicado em 18 maio 2015 | Este artigo tem 2 Comentários

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“O sintoma define o modo como cada um goza do inconsciente, na medida que o inconsciente o determina.” Jacques Lacan (1901-1981)

Mediante a reflexão de Freud, a paixão se encontra dentre as doenças narcísicas – tendo em vista que, o indivíduo andarilha atrás de sua completude – através de um objeto idealizado. Pode-se considerar que as relações amorosas da vida adulta têm como modelo às experiências vivenciadas na infância – e é devido esse “sintoma que os genitores oferecem em demasia na infância, que, essa infância poderá ser perpetuada” por desejo dos pais, seguido do desejo do filho, por estar protegido pelos pais se torna cômodo. E dessa maneira, o indivíduo ficará regresso em suas fases, não conseguindo obter à maturidade, nem o entendimento de cada fase da vida que terá que ultrapassar: infância, adolescência, juventude e à vida adulta.

Podemos entender que o indivíduo revive isso não só na vida adulta com o parceiro -, mas em todos os seguimentos da vida dele – continuando a busca dos cuidados excessivos dos pais.

A educação super protetora que recebeu se não elaborada, causará um contínuo sofrimento, um sentimento de desamparo. O que fará desse indivíduo um ser perdido de si mesmo. Buscando sempre a proteção de um dos pais ou de ambos. Por qualquer desentendimento com a vida, os papais serão a válvula de escape para que o sujeito grite o seu sintoma. O que causará problemas na sua relação com à vida como um todo; desde o relacionamento com o parceiro até todos os problemas que ele terá que enfrentar sozinho para sua evolução humana. Isso será um marco de muitas dificuldades para que o indivíduo entenda que, para uma convivência com o seu parceiro é preciso abrir mão de suas vaidades narcísicas, por exemplo, do espaço que era só seu, dos pontos de vista, com os quais o sujeito persuadia ao seu bel-prazer. Por isso, é necessário se reinventar para sobreviver à vida em sua totalidade. O indivíduo precisará ter consciência, que respeitando o espaço de cada um poderá viver dignamente consigo e com o outro.

Sabe-se que à vida a dois é via de mão dupla, por isso, a lealdade, o respeito, a compreensão e a humildade de ambos os lados são imprescindíveis para ter uma relação saudável e duradoura.

“O amor dos pais, tão comovedor e no fundo tão infantil, nada mais é senão o narcisismo dos pais renascido, o qual transformado em amor objetal, inequivocadamente, revela sua natureza maior.” (Freud, Ibid., p. 98) 

O amor por sua vez é muitas vezes considerado pelos seres humanos como um dos caminhos a serem percorridos na busca pela felicidade, porque é uma experiência na qual se pode sentir a mais intensa experiência que transborda a sensação de prazer.

Por outro lado, a tentativa de encontrar a felicidade através do amor é fracassada, uma vez que, justamente quando amamos é que nos achamos mais indefesos contra o sofrimento, e além do mais, quando perdemos o nosso objeto amado ou o seu amor nos sentimos desesperadamente infelizes.

Freud em suas reflexões sobre o relacionamento humano, deixa claro que, quando o homem escolhe a via do amor sexual como tentativa de encontrar a felicidade, ele se torna dependente de parte do mundo externo de uma maneira bastante perigosa, pois, a dependência do objeto amoroso escolhido, pode causar-lhe um sofrimento extremo caso perca seu objeto.

“O estar apaixonado consiste num fluir da libido do ego em direção ao objeto. Tem o poder de remover as repressões e de reinstalar as perversões. Exalta o objeto sexual transformando-o num ideal sexual. Visto que com o tipo objetal (ou tipo de ligação), o estar apaixonado ocorre em virtude da realização das condições infantis para amar, podemos dizer que qualquer coisa que satisfaça essa condição é idealizada.” (Freud, Ibid., p. 107 

Nesses casos, o indivíduo quando busca o tratamento psicanalítico – vem em virtude de questões amorosas – é possível constatar que, para a psicanálise é de extrema importância o analista pesquisar de forma subjetiva sobre o sofrimento humano decorrente da perda de um objeto amoroso. Objeto esse que pode estar na origem da sua infância, que ficou apreendida em fases regressas e o indivíduo não conseguiu ultrapassar as fases: infância, adolescência, juventude para chegar a vida adulta. Estando preso há um passado – que só um longo tratamento analítico o fará atravessar as fases regressas para à fase adulta e atingir a maturidade  – e, assim, se conscientizar que não é necessário culpar o passado mal elaborado, mas entender que o ser humano erra, (os pais) muitas vezes por medo de fracassar.

É de importante relevância fazer uma ressalva sobre um outro caminho – elucidando que há indivíduos – que durante à infância não tiveram o amor dos pais e/ou cuidadores, principalmente, pelo sofrimento de se separar dos pais na infância por um somatório de fatores. Levando em consideração os vários casos de crimes, sequestros, abusos, assassinatos, maus tratos na infância, etc. Nesse modelo de infância à criança, geralmente, passa por vários lares, orfanatos, sendo entregue muitas vezes a pessoas incapazes de dar-lhes afeto. Causando-as sofrimentos absurdos – desencadeando feridas com traumas profundos. Essa é uma saída desesperada de muitos indivíduos que se depararam com a dor da separação e do desamor. Mas, esse assunto específico ficará em aberto, para que haja possibilidade de continuarmos investigando. Deixando claro que esse tipo de infância se difere da anterior relatada acima. No entanto, os danos nessa infância pelo abandono são sempre mais traumáticos.

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Concluindo, a vida humana é permeada por fracassos, pela falta, que em momento algum conseguimos alcançar a completude total da vida, haja vista não existe felicidade plena. Deste modo, se o indivíduo reconhece a dimensão da falta, compreenderá que esta só será “plena com o fim da vida humana”. Contudo, o indivíduo poderá ver e sentir que à vida pode ser muito saudável e aprazível, uma vez que, não coloque o amor pleno, perfeito e idealizado como caminho para felicidade. Mas busque simplificar as suas implicações diante dos fatos. Cada coisa a seu tempo, todas as idades tem sua beleza, nostalgia infantil não cabe mais. Para ter as alegrias da vida adulta é preciso usar dos mecanismos apropriados que só os adultos possuem. Os adultos precisam lidar com uma burocracia necessária para proporcionar conforto à si mesmo e às pessoas queridas ao seu redor. A felicidade tem um preço que não cabe apenas à boa vontade. É preciso assumir e responder por cada ação que você tenha.

 

Referências:

FREUD, S. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. 2a Ed. Rio de Janeiro: Imago, 1987.

______. (1926[1925]) Inibições, Sintomas e Ansiedade. Vol. 20.

_____. (1914) Sobre o narcisismo: uma introdução. Vol. 14.

______. (1917[1915]) Luto e Melancolia. Vol. 14.

______. (1930 [1929]) O mal-estar na civilização. Vol. 21.

BARTHES, Roland. Fragmentos do discurso amoroso. Rio de Janeiro: F. Alves, 1998.

NASIO, Juan-David. O livro da dor e do amor. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.

Artigo publicado em 12 maio 2015 | Este artigo tem 0 Comentário

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“A virtude pode ser muito bonita. Mas exala um tédio homicida e, além disso, causa as úlceras imortais”. Nelson Rodrigues

“O canalha mente. O cafajeste omite.” (Autor Desconhecido)

Em um primeiro momento o canalha pode parecer irresistivelmente sedutor. Mas a maneira de agir nem sempre é a mesma, posto que um único rótulo seja usado para classificar homens com tendências a praticar canalhices: quem se atrever dar seguimento em um romance com um cafajeste e/ou canalha, prepare-se para as frustrações.

A priori o tipo cafajeste é fatalmente sedutor, e, se a autoestima, estiver em baixa e a carência em alta, ele ficará muito mais irresistível. “O cafajeste é propaganda enganosa”, diz Fabricio Carpinejar. Para Carpinejar, a mulher que se deixa levar pelo “cafa” é carente e pouco exigente. “Como ele cria um papel, e certamente será desmascarado, procura as ingênuas. Assim, a farsa dura mais.”

Para os canalhas, a culpa é sempre da mulher. O canalha na sua persuasão faz a mulher frágil acreditar que ela é a culpada pelas falhas dele. E nesse enredo à mulher apaixonada e carente tende a acreditar que ela é quem está errando no relacionamento.

“O ser humano é cego para os próprios defeitos. Jamais um vilão do cinema mudo proclamou-se vilão. Nem o idiota se diz idiota. Os defeitos existem dentro de nós, ativos e militantes, mas inconfessos. Nunca vi um sujeito vir à boca de cena e anunciar, de testa erguida: – Senhoras e senhores, eu sou um canalha.” Nelson Rodrigues

O que será que eles têm que a mulher se sente tão atraída por esse perfil de homem? Eis a questão: entre o cafajeste e o homem leal existe uma diferença. O cafajeste busca na mulher o desejo sexual. E após bons momentos de sexo para a mulher, o “cafa” não é nada poético. Na mente dele há pouca diferença entre uma mulher e outra, ou seja, ele nem difere uma mulher de outra -, mas, em contrapartida, apresenta comportamentos estereotipados. Percebe-se analiticamente que a grande característica do cafajeste é uma péssima relação inicial com as mulheres e também, a falta de um modelo masculino que amasse de verdade uma mulher (pai e mãe). Talvez, o cafajeste tenha presenciado uma relação conflituosa entre os pais.

A síndrome do cafajeste.
Existe um pensar sobre o “cafajeste”, que esse perfil é o responsável pelo rompimento de relacionamentos entre pessoas de bom caráter. Nossos pensamentos têm muita influência sobre nossa mente – quando não se consegue separar a realidade e a imaginação. Quando a mente humana cria uma verdade subjetiva todo seu ser vai girar em torno – e, assim, materializá-lo – como tem afirmado a física quântica. O cafajeste que você se envolveu pode ser o homem que você imaginou. “O homem que à mulher idealizou como o homem ideal”.

A diferença simples entre o canalha e o cafajeste.
O canalha se envolve com a mulher e tem o prazer de comentar a intimidade que teve para os seus amigos, para mostrar aos amigos o quanto é bom – muito embora ele exclua essas mulheres facilmente da sua vida. O cafajeste se envolve intimamente com uma mulher e comenta somente para alguns amigos mais íntimos -, mas o cafajeste mantém contato com a mulher a qual se envolve. Afinal, ele pode precisar dos seus favores quando estiver necessitado de sexo.

Em geral, cafajestes e/ou canalhas não sentem culpa. Mas costumam ser competentes sexualmente.

Existe um dilema nesses perfis: percebe-se comumente que sua relação inicial não foi boa, por exemplo, uma infância agressiva, sobretudo psicológica. A criança, geralmente, sente-se mal amada e maltrata pela mãe – surgindo uma grande atração pelo corpo da mulher – que se apresenta como se fosse para ser explorado e tratado sem muito delicadeza ou preocupação, para repetir com as mulheres, supostamente, o que a mãe fez a ele, ou, a criança na sua infância entendeu que a mãe falhou com ela. É uma espécie de vingança inconsciente, entretanto, com muita satisfação. Isso dá a esse tipo de homem uma enorme facilidade de lidar sexualmente com as mulheres e muita facilidade de ignorar seus sentimentos.

Nesse contexto, esses perfis são uma saída sintomática, não uma escolha, uma busca pelo desejo a todo custo; e, se assim persistir, o sujeito envolvido nesse tipo de relação acabará se distanciando de uma vida digna para si mesmo, sem conseguir retornar à realidade de uma vida amorosa.

 

Artigo publicado em 09 abr 2015 | Este artigo tem 0 Comentário

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“Mi trabajo psicoanalítico me ha convencido de que, cuando en la mente del bebé surgen los conflictos entre el amor y el odio, y el temor de perder al ser amado se activan, un passo muy importante que se hace en el desarrollo”. [Melanie Klein]

Freud havia chamado a atenção, desde o século passado, para um modelo de atuação narcísica, onde o sujeito se coloca como o centro de todas as coisas. Os adultos desejam ser o centro de atenção da vida da criança. Como Narciso, ficam cegos e fascinados pela própria imagem, que acreditam ver nas ações das crianças.
A CRIANÇA é espelho do que é passado em casa para ela, mas há quem discorda desse pensamento.
“Para a Psicanálise, a palavra da criança precisa ser resgatada. Para que ela deixe de ser objeto dos desejos e necessidades dos adultos, para se investigar como ela pensa, sente, percebe o mundo à sua volta. Para a Psicanálise a criança, o brincar e os brinquedos são processos que precisam ser ainda investigados.
Mas, a criança precisa, sim, ter horários regrados. Isso não quer dizer que os pais devem ser tiranos com seus filhos, muito pelo contrário. Crianças com horários e regras estabelecidas deste bebês condicionam a rotina e aprendizado no seu modo de viver. Sendo assim, os pais conseguem programar seus afazeres e também ter sua vida social. Existem pais que com o nascimento do bebê fazem uma avalanche de problemas, como se a vinda divina daquele ser humano acabasse por virar um conflito.

A transferência de valores dos pais para com suas crianças – revela o tipo de laço social que se teceu no ambiente familiar. Através dela acredita-se que ela reviveria os principais conteúdos emocionais que a marcaram junto aos pais. Na realidade, esta forma de transferência dos afetos entre pais e suas crianças é a captura apenas de uma parte do circuito da convivência entre os pais e as crianças. E possivelmente a forma como a criança irá responder mais tarde, na adolescência e na vida adulta. Mas, os pais devem aprender, que o ser humano já nasce com uma estrutura, entretanto, são os pais, também, que irão fazer com que essa estrutura evolua, da forma como eles irão significando os seus valores para suas crianças.
O uso da atividade lúdica como uma das formas de revelar os conflitos interiores das crianças foi, sem dúvida, uma das maiores descobertas da Psicanálise. É brincando que as crianças revelam seus conflitos. Ao contrário do adulto que se revela pela fala, a criança se revela brincando. No entanto, o brincar e as brincadeiras infantis não podem ser tomados como processos iguais à linguagem e à fala. Eles apresentam uma singularidade típica.

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Portanto, a criança é diferente do adulto tem uma linguagem lúdica. A criança revela no brincar o que o adulto revela pela fala. Na análise com crianças, nós, psicanalistas trabalhamos nas sessões de análise de forma diferente do adulto. O adulto se revela através do falar, dos gestos, das expressões, enquanto a criança através dos brinquedos, dos desenhos, e, também, pelas expressões e gestos. Nós, psicanalistas quando atendemos crianças, diferenciamos a dinâmica. Passamos da fala para o brincar, aliás, é através do brincar que pontuamos e levamos a criança a uma experiência emocional corretiva.

As qualidades quantos os defeitos do filho são sim, o que os pais e cuidadores passam a ensiná-los, todos os dias. – A criança deve ter horários para cada evento do seu dia a dia, inclusive horários com alimentação. Alimentos fora dos horários são da responsabilidade dos pais e/ou dos cuidadores, que, ajudam os pais. Assim, como a comida fora de hora ou próximo às refeições distorcem totalmente os horários e os hábitos da criança. – Limites são os meios de aprendizado estabelecidos pelos pais. – A criança se comportará conforme é ensinada e aprenderá o que os pais estão ensinando-a. Tudo depende da educação que os pais irão ensiná-la. A criança conforme for educada com limites e com afeto se tornará um ser humano super querido, simpático, educado e respeitador. Aprendendo respeitar o espaço do outro desde criança – saberá como deve se respeitar – levando para toda sua vida. Nesse contexto, os pais afetuosos, farão o papel de educadores, colocando limites na educação da criança: ela aprenderá o valor que ela tem e que o outro tem – respeitando, assim, as leis da sociedade também – se expressando bem e convivendo bem em um futuro próximo.

“Podemos chamar, com Freud, de “infantil” o que da criança não se desenvolve, e o que não se desenvolve tem a ver com o gozo”.

O que não se desenvolve na infância o indivíduo leva para à vida adulta – o indivíduo adulto preso as fases regressas, ou seja, a uma infância traumática, tirana, sem limites e sem verdades, será um adulto frustrado, tirano e infeliz.

Referências:

(2) Antonio Di Caccia, A transferência — A Escola de Lacan, hoje. Salvador: Editora Fator, 1992, p. 26
(5) Jaques Lacan – A relação de objeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995, p. 34.
(11) Jacques Lacan, La família. Buenos Aires: Homo Sapiens, 1977, p. 56

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