Artigo publicado em 29 abr 2018 | Este artigo tem 0 Comentário

Abordaremos neste artigo, a tríade: ansiedade, insônia e depressão, que, com muita frequência, caminham juntas. São sintomas comuns e estão frequentemente interrelacionados uns com os outros.

Por exemplo, tanto na ansiedade como na depressão, ela está presente.
A ansiedade pode desencadear sintomas depressivos e a depressão pode apresentar sintomas de ansiedade.
No entanto, quando juntos podem trazer um sofrimento acentuado para quem os experimenta.
Em alguns transtornos é possível se observar a ocorrência de ansiedade, insônia e depressão concomitantemente.

– Depressão ansiosa: neste transtorno os sintomas depressivos predominam.
Mas são acompanhados de sintomas de ansiedade, como ataques de pânico, fobias, sintomas de ansiedade generalizada e também de insônia.
– Em algumas pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade – transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, estresse agudo e fobias específicas, é comum um quadro de depressão se instalar, juntamente com problemas para dormir.
– Pessoas que não conseguem dormir,  frequentemente apresentam sintomas de ansiedade e depressão.
Sintomas de depressão: tristeza, perda do prazer, desânimo, falta de vontade, falta de concentração, prejuízo da memória, falta de energia.
Sintomas de ansiedade: medo, apreensão, irritabilidade, esquiva, preocupação excessiva, tensão.
Tanto na ansiedade como na depressão a insônia surge como um sintoma, embora em alguns tipos de depressão ocorra a hipersonia – dormir demais.
Quando está presente a insônia, na ansiedade ela costuma ser do tipo dificuldade para pegar no sono. Ou mesmo os despertares frequentes durante a noite.
Na depressão, o que ocorre é o despertar precoce, no qual a pessoa acorda de madrugada e não consegue mais dormir.
Mas quando temos estados mistos de depressão e ansiedade, um tipo misto de insônia pode ocorrer, com despertares frequentes e dificuldade para pegar no sono.
Nestes casos de depressão e ansiedade com insônia,muitas vezes vale a pena o uso de antidepressivos, sempre prescritos por um médico, com propriedades sedativas para facilitar o sono e diminuir o sofrimento.

 

 

 

Fonte:
Tito Paes de Barros Neto – médico psiquiatra