Artigo publicado em 31 jul 2016 | Este artigo tem 4 Comentários

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“Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.” Sigmund Freud

Você já teve aquela nítida e desprazerosa sensação ao perceber que está se dedicando demais ao outro e esquecendo-se de si mesmo?

Geralmente, indivíduos carentes caem nessas armadilhas em todos os tipos de relacionamentos. E, quando percebem, já estão em um quadro destrutivo, onde a balança do amor próprio se encontra desequilibrada.

São infindáveis doações:
Filhos e suas demandas infindáveis, marido, mulher, namorado (a) e até mesmo ex-mulher e/ou ex-marido, que continuam a sugar os indivíduos doadores – como também -, aqueles parentes aproveitadores. As exigências no trabalho estão sempre crescendo, inclusive, necessita ganhar muito dinheiro para sustentar suas fraquezas, no caso, todos os argumentos citados acima.

Se duvidarmos da veracidade do nosso próprio amor, em que mais poderemos confiar? Mas, às vezes, a pessoa dá tudo que tem, faz tudo que pode, e, mesmo assim, tudo que doa ao outro não é nada diante do seu olhar.
Os indivíduos que se doam demais, pensam que por amar o outro, o outro irá amá-lo tanto o quanto. O que dificulta na mentalidade dos doares é a autoenganação. Os indivíduos que se doam demais têm à mente fantasiosa, acreditando, que é só uma questão de tempo para o outro perceber o quanto ele ama àquela (s) pessoa (s), que é importante (s) para ele – e que o outro – nem que seja um pouquinho apenas demonstrará um gesto de gratidão. Mas se nem ele mesmo sabe se valorizar, como poderá esperar que alguém o faça? É uma questão de seletividade. Todo esforço será em vão se não soubermos a quem nos dedicar. O indivíduo se desapega a partir do momento em que entende que ninguém vai saber cuidar do seu coração tão bem quanto ele. Isto implica dizer, que existem indivíduos bons mundo afora, mas de nada adiantará gastar afeto com indivíduos ingratos.

Não raro são indivíduos que se autoflagelam emocionalmente, somatizando, a ponto de perderem seu maior bem: à saúde.

“Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz, você precisa aprender a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.” Mario Quintana

É necessário compreender que somos seres singulares, mas vivendo em coletividade. Portanto, a nossa condição humana é vivermos uns com os outros, e não somente – eu – para os outros. Se não houver esse entendimento, o ser humano perde a sua essência – tornando-se marionete – conduzida ao bel-prazer de outros indivíduos. Se você compreender que esse comportamento: autoflagelado não trará nenhum benefício para sua vida, certamente, construirá relações sólidas, sensatas, verdadeiras e com autoamor duplicado. Amor não se compra. Amor se conquista.

 

Referência:

Fonte própria

 

 

Artigo publicado em 17 jul 2016 | Este artigo tem 1 Comentário

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O presente texto, tem o propósito de nos levar a uma reflexão, bem como, a perceber a vida das pessoas à nossa volta, que estão apegados a sentimentos, como: ódio, rancor, vingança, onde não se consegue avançar para outras fases da vida. Esse texto, também, nos dá exemplos de indíviduos, que ao longo da vida conseguiram evoluir e compreenderem a si mesmo.

A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade. Sigmund Freud

A Pós Mulher

Esse negócio de dizer minha ex-mulher, ou a ex-mulher do fulano, acabou. Agora se diz minha pós-mulher. A invenção não é minha, muito menos as mulheres. Quem me soprou a inovação foi uma bela mulher de 52 anos, algumas vezes pós e que hoje, pasme!, dá aula para homens sobre o que é uma pós-mulher.

Claro que o surgimento da pós-mulher não elimina as ex-mulheres. Portanto nem todas as ex-mulheres tornam-se, automaticamente, pós-mulheres. Sim, porque tem ex-mulher que nasceu para ser ex-mulher o resto da vida. São aquelas que se dedicam a infernizar a vida do ex, a quem chamam – sempre! – de falecido. Muito embora o falecido seja obrigado a depositar uma grana viva todo mês para que ela se conserve na posição de ex.

Já a pós-mulher descobriu que ser ex a nivela a times de futebol e agências de publicidade. Fulana, ex-DPZ, ex-Salles, ex-W, ex-Julio Ribeiro, ex- Alcântara Machado. Já a pós, pode se orgulhar de ser uma pós-Ricardão.

O ex que a mulher carrega a prende eternamente ao “falecido”. É como se ela vivesse grudada umbilicalmente a ele. Já a pós, dá a nítida impressão de que já passou pelo sujeito. Que ela avançou na vida, que é, digamos, pós-graduada em homem. Uma pós-mulher entende de homens como ninguém. Uma ex-mulher será definitivamente uma ex, dando a impressão de que ela é quem foi a abandonada.

A ex-mulher leva embora a impressão de ter ficado apenas com as partes ruins do ex. Como se ela não tivesse aproveitado nada da convivência de alguns anos. A pós-mulher sai de cabeça erguida, ciente de ter sugado tudo do antigo amor e estar preparada para outras aventuras e vidas e amores.

A pós-mulher é independente, é claro. Ao contrário da ex que não consegue passar um dia sem imaginar maldades para o coitado.

A pós se orgulha de ser pós. Mesmo que o marido tenha sido um fracasso com ela, ela pode dizer que hoje ela é pós-ele, ou seja, superior, liberta. E, se o cara for legal, mais sentido ainda faz ser pós-dele. Aliás, as grandes pós-mulheres se orgulham de suas condições.

E tem mais: uma pós honesta e esperta é pós apenas uma vez na vida. Torna-se doutora, Ph.D. em homem, senhora de si e orgulho para os filhos.

Vou dar um exemplo de uma pós-mulher. A prefeita de São Paulo. Ela não é ex-mulher do Eduardo. Ela é pós-Eduardo. Cresceu com ele, aprendeu com ele e deve se orgulhar de ser pós-mulher dele. Já a Nicéia é ex-mulher do Pitta. Entendeu a diferença gritante entre uma ex e uma pós?
E eu, modesto, não tenho nenhuma ex. Tenho duas maravilhosas pós-mulheres.

E você, é ex ou pós?

Não se esqueça que a pós-mulher está acima de qualquer intriga com o antigo marido, costuma resolver problemas para ele e será para sempre não uma ex, mas uma eterna companheira. Uma mulher do pós-futuro.

Mario Prata

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Mário Prata
O escritor Mário Prata, em 2012
Data de nascimento: 11 de fevereiro de 1946 (70 anos)
Local de nascimento: Uberaba, Minas Gerais
Nacionalidade: brasileiro
Ocupação: Escritor, dramaturgo, cronista e jornalista
Página oficial http://marioprata.net/
Mario Alberto Campos de Morais Prata (Uberaba, 11 de fevereiro de 1946) é um escritor, dramaturgo, cronista e jornalista brasileiro. Conquistou reconhecimento como romancista, autor de telenovelas e de peças de teatro, sendo seus maiores sucessos a novela Estúpido Cupido (1976), as peças de teatro Fábrica de Chocolate (1979) e Besame Mucho (1982) e os livros Schifaizfavoire – Dicionário de Português (1994), Diário de um Magro (1997), Minhas Mulheres e Meus Homens (1998) e Purgatório (2007).