Artigo publicado em 19 maio 2016 | Este artigo tem 0 Comentário

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“Se existe um objeto de teu desejo, ele não é outro senão tu mesmo.” Jacques Lacan

Em alguns artigos anteriores desse blog tratei da necessidade de uma relação a dois. Falei também em outros artigos da idealização do apaixonamento. Neste artigo me inspiro na imaturidade emocional, que transcende a idade cronológica.

Apaixonar-se: talvez seja um dos maiores sonhos da condição humana. A paixão é para a maioria das pessoas, como uma solução mágica, resolveria parte das mazelas humanas. Óbvio que a paixão é importante, mas está longe de resolver todos os problemas. Sacrificar a dignidade e a autoestima somente pela paixão, por exemplo, não vale a pena. A arte e a mídia aproveitam ao máximo dessa ideia.

Por outro lado, não se pode descartar uma relação agradável e abundante de sentimentos, por acreditar que não envolve amor suficiente. Amor em uma relação é bem diferente do que a maioria das pessoas imaginam. Claro que quando existe paixão, o relacionamento é bem mais instigante. Mas, não podemos esquecer, que a paixão é efêmera e, quando acaba, as pessoas se sentem decepcionadas, fica uma angústia, um vazio, sem saber como levar à vida adiante. De qualquer modo é sofrido, porém, evolutivo.

As pessoas estão condicionadas a acreditar que o amor é o mais importante em uma relação. No ambiente familiar é aprendido que nascemos para formar uma família, fruto de um grande amor. Assim, também, se comporta culturalmente a sociedade, de uma forma ou de outra, atesta a crença.

Geralmente, todos ou quase todos desejam se apaixonar, viver intensamente um sentimento avassalador – encontrar-se em um estado de embriaguês emocional. Mas pensar dessa forma nem sempre é saudável para quem vive um relacionamento. A paixão é prazerosa, mas não é tudo. Fixar-se nessa crença impede que os casais mensurem o compromisso com clareza e enxerguem o que está acontecendo na relação, dificultando as experiências trocadas entre si.

Somos indivíduos contemporâneos, cultuamos o universo das sensações, colocamos a paixão, a um nível de categoria elevada, traçando um modelo de vida amorosa.

Por mais importante que nos pareça, o amor é apenas um dos componentes que justificam uma relação. E, não me refiro, a paixão — aquele entusiasmo, avassalador, que faz com que o apaixonado só veja no outro o que lhe agrada e seja de seu interesse. Refiro-me ao amor verdadeiro, que consegue atravessar os altos e baixos de uma relação. Aquele sentimento, de carinho, de compaixão, de satisfação, de compreensão e respeito pelas dificuldades do outro. Mesmo que o casal amadureça, ainda assim, não é suficiente para manter um relacionamento saudável. Além dele – é, necessário mais que isso: respeito, parceria, projetos e objetivos comuns – o que inclui um somatório de decisões, como por exemplo, ter filhos ou não e outras coisas que envolvem o casal.

No íntimo todos sabem que o fogo da paixão tende a esfriar com o tempo de relação. Sim todos sabem que a paixão evapora e vira outra coisa, mas se iludem quanto a isso. Sofremos de amnésia coletiva. Esquecem que a paixão finda e o momento seguinte é, na melhor das hipóteses, marcado pelo amor firme e moderado. Pior que isso, as pessoas não só se esquecem de que a paixão é efêmera e não sustenta uma união, e experimentam a frustração do fim da paixão como sua incapacidade pessoal.

A paixão é, portanto, um outro ideal de si mesmo. O indivíduo não se frustra com o outro, mas consigo mesmo. Contudo, para chegar a essa percepção é preciso se permitir uma análise pessoal.

Evidente, que se faz necessário entender o mito da paixão. Existem pessoas de todas as idades que sonham em conhecer uma pessoa e viverem apaixonadas – assumindo assim, uma felicidade sem riscos. Não raro por mais que se machuquem emocionalmente, não aprendem que à vida a dois têm seus encantos, mas também existem seus desencantos. O mais importante do que o casal se apaixonar  é viver bem e descobrir que felicidade é um amadurecimento que vem no dia a dia, de um relacionamento que traz aprendizagens e crescimento. Isso sim é uma relação plena.

Artigo publicado em 15 maio 2016 | Este artigo tem 0 Comentário

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“A vaidade é um princípio de corrupção.” Machado de Assis

Da ficção à realidade aos dias atuais da nossa política. Depois de tantos anos de política nesse País, podemos pensar que a ficção vista, em filmes tornou-se, a realidade desse povo, que em sua maioria nunca se importaram tanto com a política desse País – necessário se fez tomarem conhecimento dos atos e fatos públicos para verem e sentirem o caos, e, é uníssono, o novo grito de independência. Em tantos anos de politíca e corrupção, nunca houve tanto interesse em descobrir quem eram os verdadeiros trapaceiros ocultos atrás do véu da corrupção, além da mais alta cúpula do poder brasileiro. O filme “Trapaça” faz uma alusão ao que à Nação Brasileira vive nos dias atuais.

DO FILME “TRAPAÇA”

O filme “Trapaça” é uma comédia que tem como transcrição a realidade. A história é baseada em acontecimentos reais dos anos 70/80, nos Estados Unidos. “Trapaça”, é inspirado em uma operação do FBI em casos de fraudes, no qual os trapaceiros são “compelidos” a colaborar com o FBI, assim terão suas penas minoradas.

O filme mostra como as pessoas do enredo jogam com o mundo de corrupções, desvio do dinheiro público e venalidade. Nesses casos, as pessoas bem-intencionadas não compactuam e/ou não imaginam, que são vítimas de um jogo sórdido, portanto, não fazem ideia do seu verdadeiro funcionamento.

O significado de venalidade é citado para elucidar os princípios de pessoas que agem de má-fé. Vejamos: Venalidade é a qualidade daquele que se vende, prostitui ou deixa se corromper por dinheiro ou outros valores”.
“…A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião…” (Machado de Assis, “A igreja do diabo “in Histórias sem data.)

O filme “Trapaça” mostra também, que, as pessoas acreditam naquilo que lhes convêm por pura vaidade, pois se seduzem com as propostas de riquezas ilícitas. Isso é fato corriqueiro que o narcisismo, e suas subjetivas fantasias, inflam o ego desses indivíduos que buscam a qualquer custo: poder, status, prestígio e dinheiro.  Nesse círculo vicioso vivem para trapacear o tempo todo, como forma de sobrevivência de um eu narcísico e poderoso. Na realidade atual, muitas pessoas estão se posicionando assim. E não somente na mais alta cúpula de trapaceiros – visto que os grandes trapaceiros necessitam fazer alianças para se manterem no poder e continuar trapaceando.

O trapaceiro “Irving Rosenfeld”, engana muitas pessoas, sobretudo as desesperadas. “Irving” diz,  “Pelo que sei, todo mundo trapaceia para conseguir o que quer. Trapaceamos até a nós mesmos, de um jeito ou de outro, para conseguir sobreviver.”

Em “Trapaça” observa-se o quão atrapalhados são os planos de “Richie DiMaso”, um agente do FBI, pois dá a entender que ele age em prol dos seus próprios interesses, em busca da notoriedade, respeito e supostamente o sucesso de uma operação desse nível -, colocando o próprio FBI em algumas situações que escapam do que é considerado ético. Ao fim e ao cabo, entende-se nesse enredo de ficção, que, cada um trapaceia aos seus respectivos interesses.

CONCLUSÃO

A alusão ao filme “Trapaça”,  a realidade do nosso País, vem com a seguinte mensagem: Que o povo brasileiro e seus dirigentes sigam sem trapacear, compreendendo que são eles, os líderes dessa Nação.

 

REFERÊNCIA:

Trapaça – Filme 2013

Machado de Assis, “A igreja do diabo” in Histórias sem data